13 de jun de 2010

Querido Hospedeiro

Meu pobrezinho… Ainda não notaste? Isto manso, domado, adestrado não me basta, não me é amor.

O que lhe tenho é vício de fênix.

Nos braços teus, chego sempre morta de dor – e de amor – apenas para consolar-me, reviver-me. É o motivo meu de cair em ti… E tornar a partir.

Este teu conforto não me mata. Saber que tenho a ti não me faz bem nem mal: é comodidade cruel. Porém és tu, incorporação veemente do sentimento tranqüilo que tanto odeio – mas vital para emendar-me os cacos – o único capaz de catar meus pedaços.

Eu creio que de tanto ver-me partir… E retornar e partir e retornar e partir… Algum dia acabarei partindo-te a alma. Ao morrer-me por outros na tua frente, por fim… Matarei-te. E renascerás livre de mim. Afinal, melhor assim.

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