13 de jun de 2010

Filosofando a incoerência

Você refletia sobre o porquê de não ser necessário nos definir e eu pensei ligeiro em dizer: nada nesse mundo se define, todas essas determinações são apenas invenções dos que acham o espontâneo vulgar, daqueles que ensaiam sensações e maquinam emoções.

“Somos inimigos, odiamos.”

“Somos amantes, amamos.”

“Somos amigos, cuidamos.”

“O corpo esquenta, tesão.”

“O peito aquece, paixão.”

Foram criados tantos rótulos, roupas e fantasias… Tudo disfarce para que não se assustem os medrosos ou se intimidem os covardes. Não estranhe, talvez você ache peculiar o meu modo de enxergar a nudez que se esconde por trás do tecido. Por esse motivo eu poderia lhe explicar que como a fluidez do rio, nós somos inexplicáveis; ou assim como a brisa invisível arrepiando a pele… Poderia, ainda, definir meus olhos, seus olhos, nossos olhares e chegar a uma inconclusão. E titubearia que é por sermos muito espelhadas, a compreensão mútua que não sufoca ou amarra: paralela, porém complementar, não interfere e nos faz encontrar.

É… Eu teria muita coisa pra lhe contar… Mas quanto a mim o que sinto só é instinto e isso não dá pra articular.

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