13 de jun de 2010

Fuga

Sim, eu sou tão exaustiva… E eu entendo e me perdôo e me contenho. Mas entristeço demais. E vou me afastando, passinho por passinho, abrindo espaço para respirar, afrouxando minhas mãos em seu pescoço. Eu vou antes de te matar, amor. Eu vou. E vou para onde eu possa explodir em minha própria nuance, longe o bastante para que seus olhos não ardam e alheios, não percebam uma única lágrima a me riscar o rosto.

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